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O Largo do Chiado - Lisboa - Portugal

Quinta-feira, 27 de Janeiro de 2011

Sinopse da Literatura Portuguesa 2/4



Sinopse da Literatura Portuguesa 2

Época Clássica

Século XVI (Descobrimentos) - Século XIX (Revolução Francesa e Invasões)

De cerca de 1527 até 1825 (data da publicação do poema Camões de Almeida Garrett)


1º. Período:
Renascimento - de 1527 a 1580 (data da morte de Camões)

Renascimento
Humanismo
Classicismo

Lírica:
Camões, Sá de Miranda, António Ferreira, Bernardim Ribeiro, Diogo Bernardes, etc.

Teatro:
Gil Vicente, António Ferreira, Jorge Ferreira de Vasconcelos, Chiado, Camões, Sá de Miranda, etc.


Épica:
Camões

Prosa Quinhentista

Historiografia:
Damião de Góis, João de Barros, Pêro Vaz de Caminha, Diogo de Couto, Gaspar Correia, etc.


Literatura de Viagens:
História Trágico-Marítima; Fernão Mendes Pinto: Peregrinação


Novelas:
Bernardim Ribeiro: Menina e Moça; Francisco de Morais: O Palmeirim; Jorge de Montemor: Diana


Prosa Mística:
Frei Heitor Pinto, Frei Tomás de Jesus, Frei Amador Arrais, Samuel Usque

2º. Período:
Barroco (Seiscentismo ou Escola Espanhola)
De 1580 a 1756 (data da fundação da Arcádia Lusitana ou Ulissiponense)

Barroco
Cultismo
Conceptismo

Academias Literárias

As colectâneas poéticas: A Fénix Renascida 
e Postilhão de Apolo:
Rodrigues Lobo, Jerónimo Baía, Soror Violante do Céu, Francisco de Vasconcelos, etc.

Historiadores de Alcobaça:
Frei Bernardo de Brito, Frei Luís de Sousa, D. Francisco Manuel de Melo, Frei António Brandão

Prosa religiosa oratória:
Padre António Vieira

3º. Período:
Neoclassicismo (Século das Luzes ou Escola Francesa)
De 1756 a 1825 (data da publicação do poema Camões)

Arcadismo

As Arcádias: Arcádia Lusitana, Nova Arcádia
Cruz e Silva, Correia Garção, Tomás António Gonzaga

Doutrinários das Luzes:
Marquesa de Alorna, Nicolau Toletino de Almeida, Bocage, etc.

Teatro Setecentista:
Luís António Verney

Pré-Romantismo:
António José da Silva
Bocage


Domingo, 2 de Janeiro de 2011

Sinopse da Literatura Portuguesa 1/4



Sinopse da Literatura Portuguesa 1


Época Medieval

Século XII (Fundação de Portugal) - Século XVI (Descobrimentos)


1º. Período:
Dos Trovadores e dos Tradutores Alcobacenses (1196-1385)


Poesia Medieval
Cantigas de Amigo:
 D. Sancho I, D. Dinis, Martim Codax, Meendinho, Airas Paes, Pêro Meogo, etc.

Cantigas de Amor:
D. Dinis, Pêro da Ponte, Martin Soares, Pai Soares de Taveirós, D. Afonso X, etc.

Cantigas de Escárnio e Maldizer:
D. Dinis, Pêro Garcia Burgalês, Joan Garcia de Guilhade, Airas Perez Vuituron, etc.


Prosa dos Alcobacenses

Prosa Doutrinal - (Traduções):
Tradutores do Mosteiro de Alcobaça




2º. Período:
 Dos Poetas Palacianos e Cronistas (1385-1527)


 
Poesia Palaciana

Cancioneiro Geral de Garcia de Resende:
Garcia de Resende, João Roiz de Castel Branco, Duarte de Brito, Bernardim Ribeiro, Anrique da Mota: Farsa do Alfaiate, etc.


 
Prosa Medieval

Capitulários, Cronicões, Nobiliários; Novelas de Cavalaria: Cantar de Mio Cid, Ciclo clássico ou greco-latino, Ciclo carolíngio, Ciclo bretão, Amadis de Gaula:
Testamento de Lorvão, Livro de Mumadona, Livro Preto, Liber Fidei, Censual, Crónica Geral de Espanha de 1344, Nobiliário do Conde D. Pedro I; Ciclo clássico: Roman de Thèbes; Ciclo carolíngio: Chanson de Ro/and; Ciclo bretão (Rei Artur e os Cavaleiros da Távola Redonda): Demanda do Santo Graal, Merlin, José de Arimateia, etc.


Prosa Doutrinal

Prosa moralista
desportiva - educativa:
D. João l: Livro da Montaria

D. Duarte: Livro da Ensinança de Bem Cavalgar Toda a Sela
D. Pedro: Livro da Virtuosa Benfeitoria
D. Afonso V: Constelação de Cão, Cartas



Historiografia

Crónicas:
Fernão Lopes, Gomes Eanes de Zurara, Rui de Pina, outros cronistas


Origem:
Quadro Sinóptico da Literatura Portuguesa
http://www.lithis.net/57

Sexta-feira, 31 de Dezembro de 2010

LITERATURA PORTUGUESA

Fachada barroca da Igreja da abadia
Mosteiro de Alcobaça
Origem da imagem:


LITERATURA PORTUGUESA

          A nossa Literatura se documenta a partir dos fins do século XII, com poesias de género lírico (cantigas de amigo e cantigas de amor) e de género satírico (cantigas de escárnio e cantigas de maldizer), escritas em galaico-português, fala então comum aos territórios da Galiza e de Portugal. Estes textos poéticos, compostos pelos trovadores ao longo de século e meio (até meados do século XIV), encontram-se reunidos em três cancioneiros. De entre os trovadores sobressai D. Dinis, autor de algumas das mais belas composições desta primeira fase da nossa literatura.

          Simultaneamente, surgem as primeiras tentativas anónimas de prosa literária, constituídas por traduções, adaptações ou imitações de obras latinas de natureza religiosa e moral. Ficaram a dever-se a monges, sobretudo da Ordem de Cister, em Alcobaça, onde se encontrou a nossa mais importante biblioteca medieval. Aparecem também os primeiros ensaios da história: os cronicões (breves relatos das vidas dos nossos primeiros reis) e os Livros de Linhagem ou Nobiliários (registos genealógicos da nobreza, nos quais se contêm curiosas lendas e narrativas históricas).

          Pela mesma época, começava a fazer-se sentir a influência da novelística cavaleiresca de ordem bretã (lendas do Rei Artur e dos cavaleiros da Távola Redonda), influência já patente nalgumas composições dos cancioneiros trovadorescos e em lendas dos Nobiliários, e que dá origem à novela do Amadis de Gaula, hoje apenas conhecida numa versão castelhana do século XVI, mas de que devem ter existido versões portuguesas desde o século XIV.

          No século XV, com a dinastia de Avis, acelera-se a centralização monárquica, com a consequente concentração da nobreza na corte, que passa a ser assim o principal centro de cultura.

          Alguns príncipes da nova dinastia, nomeadamente D. João I, D. Duarte e o Infante D. Pedro, metem ombros à tarefa de educarem a nobreza e os seus próprios descendentes, escrevendo manuais didácticos de cunho desportivo ou doutrinário, de entre os quais sobressai o  Leal Conselheiro de D. Duarte. A este culto monarca se ficou devendo a criação do cargo de cronista-mor do Reino, destinado a levar a cabo uma crónica geral que glorificasse toda a monarquia portuguesa. Investido no novo cargo , Fernão Lopes será o iniciador dessa crónica geral, em que se revelou não apenas um dos mais notáveis historiadores da Europa medieval, como também o primeiro grande prosador que surge na história da literatura portuguesa.

          Quanto à poesia, ela reflecte naturalmente a vida palaciana, caracterizando-se, em grande parte, pela sua frivolidade, muito embora revele um sensível amadurecimento na arte de versificar e de desenvolver o conteúdo dos temas líricos. Por vezes, surgem até pequenas mas perfeitas obras-primas, como esta conhecida "cantiga" de João Roiz de Castelo Branco, inserta no Cancioneiro Geral:

Senhora, partem tão tristes
meus olhos por vós, meu bem,
que nunca tão tristes vistes
outros nenhuns por ninguém.

Tão tristes, tão saudosos,
tão doentes da partida,
tão cansados, tão chorosos,
da morte mais desejosos
cem mil vezes que da vida,
--partem tão tristes os tristes
tão fora de esperar bem,
que nunca tão tristes vistes
outros nenhuns por ninguém.

          Foi mérito de Garcia de Resende, poeta, músico, desenhador e cronista, animador dos serões da corte, ter organizado o Cancioneiro Geral, no qual reuniu cerca de um milhar de composições do tempo, muitas das quais acusam já sinais de influência renascentista, até nós chegada por via da Espanha. O próprio Garcia de Resende colaborou no Cancioneiro com algumas poesias, entre as quais "Trovas à morte de Inês de Castro", primeiro tratamento literário de um tema que viria a ter numerosos cultores, mesmo fora da literatura portuguesa.



Quinta-feira, 10 de Junho de 2010

DIA DE PORTUGAL


Dia de Portugal

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

O Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, celebrado a 10 de Junho, é o dia em que se assinala a morte de Luís Vaz de Camões em 1580, e também um feriado nacional de Portugal.




FrancK P_LavD

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